II FÓRUM SOCIAL ESPÍRITA: DESAFIOS ÉTICOS PARA A CONSTRUÇÃO DE UM MUNDO MELHOR


II FÓRUM SOCIAL ESPÍRITA: DESAFIOS ÉTICOS PARA A CONSTRUÇÃO DE UM MUNDO MELHOR

 28 a 30 de agosto de 2020

 Em tempos de pandemia pela Covid-19, o Coletivo Girassóis Espíritas pelo Bem Comum realizou o II Fórum Social Espírita entre os dias 28 e 30 de agosto de 2020. Com o tema “Desafios Éticos para a Construção de um Mundo Melhor”, o Fórum, que foi on line, teve 140 inscritos/as, com participantes de Fortaleza e do interior do Ceará (a maioria), e de outras cidades do país, como Recife, Rio de Janeiro, Curitiba e São Paulo. Neste ano, a mesa de abertura trouxe o tema “A moral cristã e a atuação social” e contou com a participação de Arthur Chioro, Carla Pavão e Juliana Magalhães. Já no sábado, nossos convidados, Ana Cláudia Laurindo, Carlos Orpham e Luiz Signates, debateram na mesa intitulada “Desafios éticos para construir um mundo melhor”. No domingo, além de um encerramento cheio de afetos e arte, tivemos uma troca de experiências na mesa “Desafios éticos ao diálogo com o Movimento Espírita e a sociedade“, com a participação da Aephus (Associação Espírita de Pesquisas em Ciências Humanas e Sociais), AbrePaz (Associação Brasileira Espírita de Direitos Humanos e Cultura de Paz), Cejus (Coletivo de Estudos Espiritismo e Justiça Social), Espíritas à Esquerda, Espíritas pela Transformação Social e o Coletivo Girassóis. A programação do Fórum contou ainda com muitas atrações artísticas: Alma Sonora; Brunê; Cia Kátia Penna; Edilson Barros; Emerson Maranhão; Felipe; Grupo Musical Francisco de Assis; Grupo Sinergia; Hanna; Ítalo Sales; Márcia Paiva; Paulo Vidal; Prof. Alves Andrade; Tarcísio Lima e Cândida; Yasmim e Arthur. A arte permeou todos os dias do Fórum, ora estimulando debates, ora sensibilizando para questões sociais, assumindo um papel de arte militante. O Fórum teve ainda momentos de discussões nas dez divisões temáticas: A Pandemia Covid-19 e a Defesa do SUS (Sistema Único de Saúde); Sexualidades e Diversidade de Gênero; Direito à Moradia e População de Rua; Meio Ambiente, Campo e Cidade; Pessoas com Deficiência e Inclusão Social; Juventudes e Protagonismo; Genocídios nas Periferias e Manifestações Antirracismo; Caridade e Assistência Social
na Prática Espírita ; Ameaça Neoliberal e Manifestações Antifascismo; Cultura de Paz e o Diálogo Interreligioso. O resultado de tudo isso está condensado em nossa Carta Manifesto. CARTA MANIFESTO SOBRE O AMOR, A PALAVRA E O ACOLHIMENTO Refletir sobre os desafios éticos para construir um mundo melhor. Este é o chamado que o II Fórum Social Espírita, promovido pelo Coletivo Girassóis Espíritas pelo Bem Comum, trouxe a quem dele participou. Este é o debate que propomos aos espíritas e à sociedade como um todo, porque é urgente mudar o estado de coisas que nos oprime diariamente, que nos impede de sermos felizes. Porque é preciso transformar esta sociedade – tão imersa no individualismo, na indiferença pela falta de empatia; uma sociedade que é sustentada por um sistema econômico, político e cultural que se firma pelo lucro, que transforma o ser humano em coisa. Aliás, que tenta transformar, porque nos inspirando na poetisa espírita, Auta de Souza, podemos dizer: Não somos coisas, posto sermos almas! Assim, durante três dias, procuramos viver o contraditório, indo em muitos momentos ao confronto de ideias, que foi feito de maneira respeitosa. Sim! Porque quem almeja um mundo justo, um mundo em que as diferenças entre os indivíduos sejam respeitadas, tem que construí-lo por este diálogo franco, pelo debate construtivo, que possa apontar caminhos e nos fazer seguir juntos na diferença. Para viver este mundo feliz, precisamos aprender a amar. Não um amor piegas, possessivo, cheio de condições, mas o amor incondicional que Jesus nos mostrou ser possível viver. Jesus, o Mestre, cuja moral é fonte de inspiração a quem almeja encontrar a felicidade em Deus. Uma moral que extrapola o homem de Nazaré, porque está presente na alma de todo ser humano, sem dogmatismos, sem partidarismos ou seitas. Uma moral universal. Sim! Não duvidem: a moral que nos ajuda a discernir o que nos aproxima ou nos afasta de Deus está em nossas consciências, mesmo que esteja ainda como uma potência a se revelar, a desabrochar em vida!
Vivemos, hoje na Terra, uma experiência material, posto sermos todos Espíritos: os seres inteligentes da Criação. Espírito, um ser individualizado, porque tem consciência de si, porque tem uma individualidade que, em cada existência, se expressa em uma personalidade apropriada ao seu aprendizado. Espíritos encarnados, seres humanos que dia a dia têm a chance de desenvolver sua inteligência e sua moral, e galgar degraus importantes em seu progresso. Esta chance de se transformar para o bem se realiza, especialmente, pelo convívio com o outro. É na vida coletiva que nos deparamos com situações que expõem as nossas fragilidades éticas e por conseguinte, nos expõem aos empecilhos que travam a construção de uma vida feliz, uma vida em paz. E, aqui na Terra, esta felicidade que tanto se almeja só será plena quando conseguirmos alcançar cada habitante do planeta. Afinal, como diz o poeta “é impossível ser feliz sozinho”. Por isso, assumimos a tarefa de pensar sobre os desafios éticos que nos são postos para construir um mundo melhor. Assim, nós nos reunimos em mesas redondas e em salas temáticas quando corações, afetos e pensamentos foram desnudados, enlevando e emocionando quem esteve presente. Em todos os momentos, uma única orientação nos guiava: nos abrirmos ao diálogo, a conhecer o outro, a expressarmos o bom afeto. Ouvimos, então, música, poesia; vimos filme e dança. Usamos a arte como expressão da alma humana para nos inspirar o debate! Isso aqueceu e despertou muitos para falas profundas e sinceras, quando não faltaram depoimentos pessoais a respeito de relacionamentos formatados, muitas vezes, na dor e na incompreensão. Assim, o clima do encontro se transformou num verdadeiro convite ao entendimento sobre a importância do olhar de respeito e acolhimento às vivências de LGBTQIA+ e de CIS. A importância de acolher os seres humanos de todas as raças, credos e status social. Mas, especialmente, a valorizar a importância e a necessidade de acolher aquelas pessoas que estão mais vulneráveis aos ataques de uma sociedade que oprime o diferente, ao instituir padrões de vida como absolutos, ao fazer coro a ideias dogmáticas e intolerantes que nos apartam; ao separar os seres humanos por sua conta bancária. Nós existimos e temos vozes. E elas são múltiplas e de todas as cores e matizes!!!
Junto a tudo isso que nos cutuca e nos chama a sair do comodismo, a Doutrina dos Espíritos, ancorada na ética cristã, foi nosso porto seguro. E de alma aberta, dialogamos, reunindo no II Fórum Social Espírita, participantes de diferentes gerações e identidades; com distintas experiências religiosas e afetivas, vindos de várias cidades do Brasil. E na disputa de narrativas na qual o mundo se encontra, e que vivenciamos dia a dia nas arenas privadas e públicas do Brasil, expressamos as nossas vozes. 2020 chegou e trouxe um desafio para todo o planeta: vencer uma pandemia chamada Covid 19. No Brasil, nosso desafio se apresentou ainda maior. Junto a um país de dimensões continentais e de desigualdades abissais, uma estrutura econômica e política, organizada para favorecer a parcela diminuta de ricos e associada a um governo que banalizou, ironizou e desrespeitou brasileiras e brasileiros que choravam seus doentes e mortos por Covid, transformou uma crise sanitária em uma grande catástrofe que continua devastando o nosso país. Mais ainda, a pandemia escancarou, para quem quis ver, e para quem não quis, todas as chagas abertas de um Brasil desigual. Mostrou a conta de uma economia predatória que não respeita o ser humano e nem o meio ambiente. Revelou o quanto podem ser nocivos o dogmatismo e o fanatismo que cegam consciências, inclusive diante de constatações científicas. E à frente de tudo isso, um governo com apoio considerável do Congresso, que se aproveita do momento para devastar áreas de preservação ambiental e promover um verdadeiro genocídio entre os povos originários. Que tenta aprovar medidas para retirar direitos trabalhistas e vender o patrimônio brasileiro. Porém, apesar do caos instalado, resistimos. E é bonito de ver que, apesar do isolamento social necessário, muitos se manifestaram contra o fascismo que tenta se instalar no país. Seja pelas redes sociais, batendo panelas ou indo às ruas, muitos de nós já demonstramos a total insatisfação com a situação econômica e política do Brasil. Entre tantas manifestações, uma ficou evidente: a resistência do Sistema Único de Saúde (SUS) que, apesar de todos os cortes orçamentários e de todo o boicote para destruí-lo, vem sendo um guerreiro no atendimento às vítimas da pandemia. O SUS, com
todas as suas equipes de profissionais, é prova cabal de que a saúde não pode ser mercadoria, que precisa continuar como um direito social e humano! Eis a Carta Manifesto que encerra o II Fórum Social Espírita: Desafios éticos para a construção de um mundo melhor, promovido pelo Coletivo Girassóis - Espíritas pelo Bem Comum, mas que há muito tempo extrapolou as fronteiras deste coletivo. Sigamos, pois, juntos, com a coragem de mudar! Mudar para romper com o véu que encobre a realidade íntima e vivencial de grande número de pessoas. Quebrar o tabu a respeito das sexualidades e identidades de gênero. Acolher com carinho e amorosidade as manifestações humanas que carreiam em si as mais diversas forças criadoras do amor e do sexo. Dar passos importantes para que toda alma humana tenha a oportunidade do encontro consigo, com o outro. E viver assim, experiências fraternas! Tivemos um encontro íntimo, fraterno, onde reinaram emoções imponderáveis, muitas delas inspiradas pelo fluxo de amor e comunhão com Espíritos amigos que, do outro lado da vida, estiveram conosco no que se tornou um banquete de vida plena e abundante, quando almas se desnudaram e encontraram acolhimento e empatia. Tudo isso nos revigorou e nos revigora! E assim, com ânimo e coragem de seguir adiante, apresentamos as propostas elencadas nas divisões temáticas. Para começar um pequeno manifesto de jovens participantes, reunidos no debate Protagonismo e Juventudes. Assim, Nós, do II Fórum Social Espírita: Desafios éticos para a construção de um mundo melhor, afirmamos, através de nossas Divisões Temáticas: Protagonismo e Juventudes Acreditamos que a juventude pode ocupar os espaços que ela quiser e é capaz de se articular e fazer coisas transformadoras. Sendo assim, é necessário buscar oportunidade de fala sempre que possível (dando voz e vez ao jovem espírita); fomentar o protagonismo juvenil nas ações de arte e cultura no movimento espírita; promover formação do adolescente e do jovem para atuar em diversas áreas no Centro Espírita e
incentivar o protagonismo juvenil na Casa Espírita, com inclusão dos jovens em diversas ações, desde a criação até a execução das atividades. O futuro é responsabilidade de todos nós e com isso é preciso acolher os jovens, prepará-los, e dar oportunidade a eles de tal forma que o futuro seja melhor do que o presente, também no movimento. Ao jovem cabe mostrar seu valor, mostrar-se digno de ter a confiança de seus colegas trabalhadores na Doutrina, pois o futuro somos e seremos nós. Lembremos de um pequeno trecho da obra Um Olhar Sobre o Tempo Presente, de Léon Dennis: "Em todas as épocas da história do mundo, tendo recebido grandes dons, a juventude sempre teve a obrigação de realizar grandes tarefas. No momento presente, as suas responsabilidades aumentam proporcionalmente com a gravidade das circunstâncias.". Se ao jovem lhe for dito que não tem seu lugar, que sua esperança não esmoreça; que ele possa discutir os motivos dessa inexistência, pensar em como seria esse lugar, quais os passos para construí-lo e, então, possa criá-lo. A Pandemia Covid-19 e a Defesa do SUS (Sistema Único de Saúde) 1) A necessidade de transparência na divulgação dos números da pandemia em todo o Brasil, bem como, dosrecursos financeiros gastos ou retidos para o combate à Covid 19. 2) A defesa intransigente da melhoria e manutenção do SUS, a partir da compreensão sobre o papel de salvaguarda de um direito à cidadania, baseado nos conceitos de universalidade e equidade. 3) A urgência em apresentar histórias reais, demonstrando O SUS QUE DÁ CERTO, para construir espaços na disputa de narrativas, melhorando a comunicação sobre o papel, os objetivos e as ações do SUS, para combater a propaganda negativa da imagem do SUS, disseminada pelo discurso hegemônico. 4) A imprescindível participação direta dos usuários na luta, encampada pelos profissionais de saúde, para garantir a sustentação e o aperfeiçoamento do SUS.
5) A importância de fomentar a pesquisa em saúde para sedimentar e inovar os avanços na área. Sexualidades e Diversidade de Gênero 6) A urgência em abrir as portas e púlpitos de todos os espaços espíritas para pessoas Gays, Lésbicas, Transgêneros, Travestis e todas as demais manifestações humanas da sexualidade. 7) A defesa do espaço de fala para os LGBTQIA+ como seres humanos que têm direito à livre expressão de suas ideias. 8) A necessidade de desmistificar o imaginário em torno dos LGBTQIA+, através do estudo de temas relacionados à sexualidade e identidades de gênero. 9) A obrigação ética de sermos coerente com o caráter científico e amoroso do Espiritismo, que não permite transformar em dor e silêncio a vida de nenhum ser humano. Direito à Moradia e População de Rua 10) O apoio às iniciativas das organizações que atuam com a população de rua e às políticas públicas de habilitação para a população de rua, especificamente, a luta pelo uso dos prédios públicos sem uso. 11) O compromisso com a formação dirigida à comunidade espírita sobre a questão da população de rua. 12) A urgência em se buscar saídas para a situação da população de rua, como as apontadas pela economia solidária. 13) A defesa intransigente dos direitos da pessoa em situação de rua e a necessidade de ver essas pessoas como cidadãs, com direitos e deveres. 14) A disseminação da prática da caridade numa perspectiva de transformação social. Meio Ambiente, Campo e Cidade 15) A importância de fomentar nos ambientes de convivência entre espíritas, os valores da educação ambiental, objetivando o despertar da consciência.
16) A promoção de atividades educativas, como grupos de estudos, palestras, debates, cursos, relacionando a Doutrina Espírita e o Meio Ambiente. 17) A necessidade de disseminar a concepção do bem viver, combatendo o desperdício, e a implantação dos 3 R (Redução, Reutilização e Reciclagem). 18) A importância de promover o debate e a prática do consumo consciente, privilegiando a produção feita de maneira ecologicamente sustentável. 19) O compromisso em conhecer e divulgar experiências de produção comunitária, como as de catadores e da agricultura familiar. Pessoas com Deficiência e Inclusão Social 20) O compromisso de mapear, entre os integrantes do Coletivo Girassóis, profissionais que trabalhem com inclusão especial. 21) A necessidade da realização de formações e a criação de grupos de estudo em educação especial. 22) A disposição para o intercâmbio com instituições e movimentos sociais cujo foco sejam as pessoas com deficiência. 23) O apoio a políticas públicas inclusivas e às lutas para a formalização de tais políticas. 24) A importância do acolhimento e da interação que inclua as pessoas com deficiência, através da tradução para Libras e de espaços e materiais adaptados. Genocídios nas periferias e Manifestações Antirracismo 25) Inclusão de pautas ligadas aos problemas sociais nos debates no meio espírita, inclusive nos centros 26) Promoção da participação de pessoas negras no meio espírita onde consta uma hegemonia de tradição branca europeia, composta da classe média e da alta 27) Fomento da inserção das camadas periféricas nas atividades espíritas, mas não somente como assistidos 28) Participação na Marcha para Brasília em 2021, que está sendo organizada pelos movimentos de negritude
29) Estímulo à realização de pesquisas (censitárias) sobre a participação dos grupos étnico-raciais nas casas espíritas Cultura de Paz e o Diálogo Interreligioso 30) Promoção do diálogo que quebre as ideias religiosas hegemônicas para que sejam mais bem compreendidas as práticas não-hegemônicas, nos espaços construídos pelo Coletivo Girassóis e demais instancias 31) Fomento da cultura de paz, respeitando as peculiaridades de cada religião, pela alteridade 32) Estímulo da compreensão e prática, contextualizada, do Espiritismo como ciência e filosofia 33) Busca pelo bom senso e o equilíbrio na relação inter-religiosa, avançando no debate sobre a descolonização 34) Promoção de ações interreligiosas pelo Coletivo Girassóis Caridade e Assistência Social na Prática Espírita 35) Promoção de discussões sobre noções de justiça social e caridade, buscando superar a noção assistencialista de caridade, compreendendo a relação intrínseca entre caridade e justiça, apresentada em O Livro dos Espíritos 36) Aproximação do Movimento Espírita das comunidades e de suas diferentes formas de organização 37) Promoção de debates para ampliar a compreensão da caridade como uma instância do Amor universal, que pode abranger tanto auxílio local ou individual, como ações que mudam as estruturas sociais injustas, produtoras de sofrimento e desigualdades sociais Ameaça Neoliberal e Manifestações Antifascismo 38) Ampliação do debate sobre as estruturas socioeconômicas em que estamos inseridos; observando como o sistema capitalista é fruto e ao mesmo tempo estímulo do egoísmo e do orgulho
39) Promoção do diálogo com movimentos sociais populares e apoio a manifestações em defesa dos direitos sociais e humanos 40) Uso da comunicação, especialmente das redes sociais, como estratégia de articulação e mobilização social Juventudes e Protagonismo Acreditamos que a juventude pode ocupar os espaços que ela quiser e é capaz de se articular e fazer coisas transformadoras, sendo assim, é necessário: 1) Buscar oportunidade de fala sempre que possível (dando voz e vez ao jovem espírita) 2) Fomentar o protagonismo juvenil nas ações de arte e cultura no movimento espírita 3) Promover formação de adolescente e de jovem para atuar em diversas áreas no Centro Espírita 4) Incentivar o protagonismo juvenil na Casa Espírita, com inclusão de jovens em diversas ações, desde a criação até a execução das atividades. O futuro é responsabilidade de todos nós e com isso é preciso acolher a juventude, prepará-la, e dar oportunidade a ela de tal forma que o futuro seja melhor do que o presente, também no movimento espírita. A cada jovem cabe mostrar seu valor, mostrar-se digno de ter a confiança de seus colegas trabalhadores/as na Doutrina, pois o futuro somos e seremos nós. Lembremos de um pequeno trecho da obra “Um Olhar Sobre o Tempo Presente”, de Léon Denis: "Em todas as épocas da história do mundo, tendo recebido grandes dons, a juventude sempre teve a obrigação de realizar grandes tarefas. No momento presente, as suas responsabilidades aumentam proporcionalmente com a gravidade das circunstâncias.". Se parecer à juventude que não há um lugar para ela, que sua esperança não esmoreça; que cada jovem possa discutir os motivos dessa inexistência, pensar em como seria esse lugar, quais os passos para construí-lo. E, então, possa criá-lo!

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