LIVRE ARBÍTRIO
És, do Artífice Maior,
mero aprendiz.
Na incessante tecelagem do universo,
imprime Deus minucioso trabalho.
Untado, porém, em teu suor é que
o lento e gradual progresso assoma.
Se Ele te fez churra,
grosseira lã que se espalha em ramas,
fez-te também mãos hábeis.
Comanda, pois, o tear da Existência.
Entrementes, sê também o fio e a fiação.
Desfaz teus vícios, tece virtudes
E não subestimes teu ofício, porque
és tu – e sempre tu – o principal rotor
na urdidura, que te lapida o espírito.
Todavia, se urdes a contragosto tua obra
e choras a esgarçar o estofo,
desalinhas a tecedura do Espírito
nas tramas nocivas do teu orgulho.
Então, prossegue em teu fiar
e não reclama às vicissitudes
teus contratempos.
Atenta-te ao Tecelão do Universo.
Desfaz tua textura egoísta,
Segue à perfeição.
Somos fiandeiros do nosso destino aqui na terra! Linda metáfora da nossa condição de criatura.
ResponderExcluirQue lindo texto!Somos nós quem costura e tece nossos destinos,podendo até remendar e corrigir as imperfeições,mas jamais atribuir a Deus nossos fracassos e responsabilidades.
ResponderExcluirO tear é um exemplo magnífico do andar, na vida, em prol da nossa evolução.
ResponderExcluir