Sobre Esperança

Tela de Candida Petronília

Eu poderia sentir medo
Mas tenho muita esperança
A minha pele é papel
Onde escrevem sofrimento
A minha cor é de preto
O meu sexo de mulher
O meu afeto de desviado
O medo me manteria preservada
Colocaria os meus pés no chão
Quente e maltratado do sertão
Onde eu vivi, mas não passei sede
E cresci o quanto pude
E voei antes até do que imaginava
Depois amei e passei saudade
Agora estou aqui, firme e disposta
O medo que eu já senti
Eu dobrei, dobrei e dobrei
Forjei, assim, muita esperança


*Este poema foi escrito em outubro de 2018, após o primeiro turno das eleições presidenciais no Brasil.

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